A escrita como expressão de arte

Fora dos museus, a escrita continua sendo uma das formas mais profundas de expressão humana.

Por: João Victor Montoza

A escrita acompanha o ser humano desde os primeiros registros de pensamento e memória. Ainda assim, muitas vezes não ocupa o mesmo espaço de reconhecimento que outras formas de arte, como a pintura ou a escultura. Para quem escreve, no entanto, ela não é apenas técnica ou linguagem: é sensibilidade, identidade e um modo profundo de existir no mundo.

Para muitos autores, o encontro com a escrita acontece cedo, de forma intuitiva. Antes das regras gramaticais ou da escrita acadêmica, surgem palavras carregadas de sentimento, usadas para nomear o que se vive e o que se sente. Nesse processo, escrever se transforma em um caminho de autoconhecimento.

A escritora Beatriz Gomes conta que escreve desde muito jovem e que a escrita sempre esteve ligada a esse processo de descoberta interior, não como técnica aprendida, mas como expressão natural de quem escreve para compreender a própria experiência.

“Eu escrevo desde sempre praticamente então antes mesmo de eu ter uns 14 anos, eu já escrevia, e às vezes até compunha umas musiquinhas assim, eu falo pra mim de novo a escrita pra mim sempre foi um caminho descobrimento pessoal quase como se fosse é revelar algo que já existia dentro de mim, então pra mim sempre foi um dom muito natural, intuitivo que eu ia lá escrevia, e que ia muito além das técnicas de escrita, escrita acadêmica, eu aprender o português corretamente, então pra mim eu lia muito sim, sempre e eu fui desenvolvendo tipo a vou aqui escrever sobre algo que eu estou sentindo, sobre algo que estou vivendo, e acontecia e fluía e eu fui me identificando e me descobrindo cada vez mais.”

Mesmo fora dos museus, a escrita segue sendo arte quando transforma vivência em palavra e silêncio em sentido, é uma forma de expressão genuína, que exige criatividade, habilidade e conhecimento.

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