Movimentos fazem ato para cobrar moradias populares em São Paulo
Movimentos de moradia realizaram ato no dia 25 de março pelas ruas do centro de São Paulo para reivindicar liberação de verba do “Pode Entrar”, programa de habitação popular da prefeitura de São Paulo.
Entre as questões apresentadas pelos movimentos no ato está a denúncia de desvio de verbas que deveriam ser destinadas às Zonas Especiais de Interesse Social – ZEIS, áreas voltadas à construção de moradia popular na capital paulista.
Para falar sobre os temas apresentados no ato, ouvimos a liderança da União do Movimento de Moradia do estado de São Paulo, Evaniza Rodrigues.
“Estamos nas ruas na luta pela política de habitação na cidade de São Paulo, a cidade mais rica do mundo tem milhares de pessoas sem moradia, mas o que mais dá raiva é saber que muitas das moradias, que iam ser produzidas para população de baixa renda, estão sendo desviadas. É um conluio entre as construtoras e a prefeitura, que desviou um monte de imóveis produzidos em ZEIS, um monte de imóveis produzidos para baixa renda para outro segmento de renda”, afirma ela.
De acordo com Evaniza faltou fiscalização da prefeitura, que propositalmente fez vista grossa, agora o Ministério Público cobra que os imóveis que eram ZEIS (Zonas Especiais de Interesse Social), que foram destinados para outra faixa de renda sejam recompostos. “Precisamos de novas ZEIS na cidade e também precisamos que os recursos das multas, aplicadas a essas empresas que burlaram a lei, sejam destinadas ao Fundo Municipal da Habitação para fazer moradia a quem precisa de verdade”, ressalta ela.